Transformações no comportamento de consumo no E-commerce

O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 14,8 bilhões em 2010. O valor superou os R$ 14,5 bilhões projetados para o período e representa um crescimento de 40% comparado a 2009, quando o e-commerce movimentou R$ 10,6 bilhões. No período, foram realizados 40 milhões de pedidos por 23 milhões de e-consumidores. É o que indica a 23ª edição do Relatório WebShoppers, realizado pela e-bit, com apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net).

O estudo é resultado de pesquisas realizadas com mais de 3.500 lojas virtuais e seu painel de e-consumidores. Entre os motivos que levaram à expansão no ano passado estão o corte do IPI da linha branca, o fato de 2010 ter sido um ano de Copa do Mundo – o que aumentou a venda de TVs e aparelhos de áudio e vídeo – e o aquecimento da economia nacional, que teve um efeito multiplicador e atingiu o comércio eletrônico, que vem ganhando espaço sobre outros canais de venda.

Entre as categorias mais vendidas, a novidade de 2010 ficou por conta dos eletrodomésticos, que ocuparam a primeira posição, com 14%. Em seguida, aparecem livros, assinaturas de revistas e jornais (12%), saúde, beleza e medicamentos (12%), informática (11%) e eletrônicos (7%). Já o ticket médio cresceu 11%, passando de R$ 335,00 para R$ 373,00.

Mulheres comprando mais

Os resultados indicam algumas transformações no comportamento de consumo no ambiente digital. “Eletrodomésticos nunca havia sido a principal categoria. Outro destaque é moda e acessórios, que não figura entre as cinco maiores, mas já é a sexta. Em 2008, esta categoria não estava nem entre as 20 principais. Já CDs e DVDs aparecia entre as primeiras até 2004 e hoje não aparece mais”, diz Alexandre Humberti (foto), Diretor de Marketing e Produtos da e-bit, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Outra mudança observada refere-se às mulheres, cada vez mais presentes no comércio eletrônico. Se em 2005 representavam 42%, agora elas são responsáveis por 49% das compras feitas no ambiente online. O ticket médio delas também cresceu, passando de R$ 240,00 há cinco anos para R$ 314,00. Mas os homens ainda são os que mais consomem, gastando, em média, R$ 425,00 a cada compra.

O perfil do consumidor da internet também está ficando mais sênior. Atualmente, 21% das mulheres têm mais de 50 anos. Em 2005, este número era de 14%. Já a classe C conta com e-shoppers mais jovens. Enquanto a média geral de idade é de 41 anos, a da baixa renda é de 37 anos. Em relação à frequência com que consomem em lojas virtuais, 31% dos consumidores da classe C disseram não ter feito compras nos últimos seis meses. Apesar disso, 6% afirmaram ter comprado mais de 10 vezes no mesmo período.

Datas sazonais responderam por R$ 4,5 bi

Mesmo com uma frequência menor de compras, o ticket médio da classe C se aproxima do das mulheres, chegando a R$ 314,00. As preferências destes consumidores são eletrodomésticos, informática e eletrônicos. “Hoje há marcas amplamente conhecidas do dia a dia do consumidor que entraram para internet e emprestam credibilidade, como Casas Bahia, Carrefour e Walmart”, explica o executivo, lembrando que alguns sites oferecem formas de pagamento mais flexíveis se comparado às lojas físicas.

Como já era esperado, em 2010, as datas sazonais também impulsionaram o bom desempenho do canal de venda. Juntas, elas representaram R$ 4,5 bilhões do total do faturamento do varejo eletrônico. Apenas o Natal ficou com R$ 2,2 bilhões, seguido por Dia das Mães (R$ 625 milhões), Dia das Crianças (R$ 615 milhões), Dia dos Namorados (R$ 600 milhões) e Dia dos Pais (R$ 520 milhões).

Uma das principais novidades do e-commerce em 2010 foram os sites de compras coletivas. Atualmente são mais de 1.200 endereços virtuais que oferecem produtos e serviços com descontos que podem chegar a 80%, caso comprados por um número mínimo de consumidores. O levantamento da e-bit, no entanto, mostrou que ainda há espaço para que o segmento cresça.

Groupon, Peixe Urbano e ClickOn mais lembrados

Mesmo com o boom observado no último ano, apenas 61% dos entrevistados disseram conhecer o conceito de compra coletiva. Destes, mais da metade (51%), no entanto, relatou não ter realizado nenhuma compra, enquanto 49% já adquiriram alguma oferta. Dos consumidores que já compraram, 82% pretendem voltar a fazê-lo nos próximos três meses. Os 58% dos entrevistados que ainda não tiveram experiência em compras coletivas também pretendem adquirir seu cupom pela primeira vez.

O relatório apontou ainda que apenas 11% dos e-consumidores disseram-se insatisfeitos com o serviço, enquanto 74% afirmaram estar no mínimo satisfeitos. Apesar do número grande de sites em funcionamento ou em fase de lançamento, as marcas mais lembradas pelos internautas são Groupon, Peixe Urbano e ClickOn. Os resultados mostram que o segmento caminha para a consolidação.

“Existem muitos sites, entre empresas que já estão operando e as que serão lançadas nos próximos meses. Como todo caso de sucesso, sempre aparecem novos players em seguida. Mesmo assim, já é um negócio concentrado em três principais”, acredita Humberti.

Faturamento em 2011 deve chegar a R$ 20 bi

Outro modelo de negócio virtual relativamente novo para os brasileiros são os clubes de compras. Os sites funcionam como outlets, oferecendo produtos com preços reduzidos. Esta modalidade, entretanto, é conhecida por apenas 54% dos consumidores. Destes, somente 1/3 comprou. Dos 68% que ainda não adquiriram produtos em outlets virtuais, no entanto, 97% afirmam querer comprar nos próximos três meses.

Entre as categorias mais vendidas estão moda e acessórios (30%), eletrônicos (18%) e acessórios de informática (12%). Em relação ao serviço prestado, 66% dizem estar satisfeitos ou muito satisfeitos, enquanto 21% acham o atendimento apenas razoável e 12% estão insatisfeitos. “Este segmento ainda é pouco conhecido pelos consumidores. Existe um grande percentual de pessoas que ainda não experimentaram. Falta divulgação maior do conceito”, ressalta o Diretor de Marketing e Produtos da e-bit.

Para 2011, as expectativas são de crescimento constante no varejo eletrônico. Somente no primeiro semestre, o faturamento deve registrar R$ 8,8 bilhões, mais do que todo o ano de 2008, quando o valor foi de R$ 8,2 bilhões. A projeção é de que, no período, quatro milhões de pessoas façam sua primeira compra virtual, o que deve contribuir para um crescimento de 30% e um faturamento de R$ 20 bilhões este ano.

Fonte: segs.com.br

O Swivel, criado pela empresa Facecake, permite que as pessoas provem peças de vestuário de forma virtual, utilizando uma webcam ou então o Kinect.

Provador de roupas virtual, promete revolucionar o comércio eletrônico

Não é muito comum vermos lançamentos no mundo tecnológico dedicado às “meninas”, mas esse aplicativo certamente irá deixar muitas mulheres felizes da vida. O Swivel, é um sistema de realidade aumentada, promete estimular e aquecer ainda mais as vendas de roupas e acessórios através do comércio eletrônico.

O Swivel, criado pela empresa Facecake, permite que as pessoas provem peças de vestuário de forma virtual, utilizando uma webcam ou então o Kinect. A segunda opção oferece mais precisão, já que o sensor de movimento da Microsoft consegue captar gestos e detalhes corporais. É bom ressaltar que o Swivel não é o único a trazer essa novidade, já que a Zugara já havia lançado uma solução similar chamada Webcam Social Shopper. A Facecake promete integrar o aplicativo a sites de comércio eletrônico em breve.

Embora a resolução das imagens das roupas e acessórios em realidade aumentada ainda não tenha uma qualidade muito boa, são inúmeras as possibilidades e benefícios que essa tecnologia pode trazer para o e-commerce de moda. Com certeza outras soluções ainda melhores e mais aprimoradas serão apresentadas em breve.

Basta lembrar que uma das barreiras principais alegadas pelas mulheres para não comprarem roupas pela internet é não saberem se ficarão boas nelas, já que não podem prová-las antes de efetuarem a compra. Com o Swivel ou outro aplicativo semelhante, a mulher tem a oportunidade (mesmo que virtual) de ter uma idéia sobre como aquele vestido ou cinto ficarão nela, e saber se realmente combinam com o seu cabelo ou o formato do seu corpo.

É claro que a realidade aumentada não vai conseguir substituir tão cedo a experiência de experimentar uma roupa ou acessório no mundo real, já que ainda não é possível simular o caimento da vestimenta no corpo da pessoa ou saber se aquele sapato é realmente confortável quando andamos com ele. Mas pelo menos esse aplicativo já pode jogar uma boa luz sobre a escuridão atual que ainda é comprar uma saia ou uma blusa pela internet.

Se pensarmos bem, a tecnologia do Kinect ainda pode proporcionar vários outros benefícios e novidades para a indústria de moda baseada no comércio eletrônico nos próximos anos. Vai depender apenas do esforço e criatividade de desenvolvedores e pesquisadores da área tecnológica.

Fonte: Techtudo

Quase 40% dos consumidores, ao receberem um e-mail marketing, procuram mais informações nas redes sociais e nos sites.

Os 12 tipos de consumidores

Um estudo feito pela Proclientia e ExactTarget nos EUA e Europa revelou que quase 40% dos consumidores, ao receberem um e-mail marketing, procuram mais informações nas redes sociais e nos sites. Foram identificados também diferentes tipos de consumidores online, onde foram analisados os níveis de desempenho em mídias sociais considerando diferentes idades e níveis de renda.

Veja abaixo os 12 tipos de consumidores online identificados pela pesquisa:

Círculo de confiança
47% dos consumidores online se identificam com este grupo. Estão interessados em manter seus relacionamentos com familiares e amigos, e não no desenvolvimento de novos relacionamentos. Como clientes, sua atenção é difícil de entender. Há probabilidade de receber e-mails de marcas e não gostar quando uma empresa envia mensagens pelo Twitter ou Facebook.

Cauteloso
33% dos consumidores online acreditam que fazem parte deste grupo. São consumidores normalmente muito seletivos sobre com quem estão se comunicando e o tipo de informação que estão compartilhando na web. É muito importante que suas informações pessoais sejam tratadas com respeito pelas marcas. Eles são muito ativos nas redes sociais.

Candidato-Informação
33% dos consumidores online se identificam com este grupo. Eles vão para a web para encontrar e consumir informação. Não estão interessados em novos conteúdos, mas em recolher as opiniões através de análises de produtos e comentários de consumidores. Os membros deste grupo enxergam o Facebook como uma ferramenta para conversar com amigos e familiares e o Twitter como canal de informação. Um bom conteúdo no perfil da marca nas redes sociais é a melhor maneira de chamar sua atenção.

Entusiastas
Correspondem a 32% dos consumidores online. Este grupo procura manter contato com pessoas que têm interesses semelhantes. São jovens e bastante ativos tanto por e-mail quanto pelas redes sociais. Gostam de ser os primeiros a receber informações das marcas, mas exigem que essas informações sejam de boa qualidade e interessantes.

Quem está a procura de propostas
30% dos consumidores online estão neste grupo. Eles são caracterizados pela busca de ofertas e descontos em todos os canais disponíveis on-line: e-mail, Facebook, Twitter… Não são muito ativos na geração de seus próprios conteúdos, mas participam com comentários sobre os artigos, produtos ou empresas.

Compradores
Este grupo contém 24% dos consumidores online. Estão mais interessados em comprar quando estão na web, mas seus interesses não estão limitados às transações online. Gastam muito tempo pesquisando nas lojas. Estes consumidores estão mais interessados na qualidade que no preço. Têm mais de 25 anos e alto poder aquisitivo. 35% dos “compradores” indicam que preferem comprar marcas que consentiram enviar-lhes e-mails, 27% são mais propensos a comprar de marcas depois de segui-los no Twitter e 17% compram de marcas depois de estarem no perfil no Facebook.

Viciados em notícias
21% dos consumidores on-line fazem parte deste grupo. São caracterizados por usarem a web como fonte primária de informação para notícias e eventos. São contribuintes ativos nas mídias sociais, nomeadamente através da publicação de artigos e comentando sobre os outros. 65% deles têm mais de 35 anos. São mais propensos a ler artigos sobre produtos que os outros grupos.

Jogadores
Engloba 19% dos consumidores online. Eles estão interessados em notícias sobre video-games. É um grupo de baixo poder aquisitivo. O uso de redes sociais é feito especialmente para jogar e compartilhar experiências. Têm pouco interesse em seguir as marcas nestas redes.

Borboletas sociais
13% dos consumidores online acreditam que estão neste grupo. Fazer e manter muitos amigos sua prioridade. Usam as redes sociais para conversar com seus amigos, mas não colegas de trabalho. Estão interessados em receber ofertas e preferem enviar e-mails a fazê-lo pelo Facebook ou Twitter. São blogueiros ativos e fazem comentários pela rede.

Os negócios em primeiro lugar
8% dos consumidores online se identificam com este grupo. Estão na Internet para os negócios, procurando as últimas tendências, capturando contatos profissionais e abrindo oportunidades de emprego através de redes como o LinkedIn. Usam o e-mail com freqüência e são usuários ativos nas redes sociais, embora não possuam interesses em seguir marcas na internet. É mais fácil mantê-los como um fã pela promessa de atualizações de produto ou informação educacional do que por descontos e entretenimento.

Amplificadores
São 7% dos consumidores online. Os membros deste grupo desejam se conectar, educar e compartilhar recursos e informações com outras pessoas. As interações sociais são levadas muito a sério. 20% usam o Twitter diariamente e são três vezes mais torcedores das marcas do que o consumidor médio. Acreditam que o Facebook e o Twitter são a melhor maneira de lidar com as empresas.

Livro aberto
6% dos consumidores online fazem parte deste grupo. Caracterizam-se por exibir na web seus gostos, opiniões negativas etc. São livres na Web e podem deixar comentários inadequados ou muito controversos. Enquanto os “amplificadores” estão interessados em se conectar e aprender, os “livros abertos” querem divulgar suas experiências e conhecer pessoas para compartilhá-las. Quanto às marcas, podem ser seus maiores defensores ou detratores.

Fonte: Ponto Marketing

Quando procuramos fazer parte de um grupo de networking, é importante lembrar que na maioria das cidades poderá encontrar várias opções para escolher. Podemos de uma forma geral dividir as escolhas entre 7 tipos diferentes de groups, fazendo com que a sua decisão final seja mais fácil de tomar.

Conheça os tipos de grupos de relacionamento / networking

1. Networking Casual – Business Drinks, Câmaras de Comércio – Encontros de
profissionais num contexto menos estruturado, sendo que para alguns são uma fonte
primária de referências. A subscrição não é limitada pela profissão. Estes grupos são
bons para desenvolver uma boa amplitude na sua rede de contactos, bem como para a
construção de relações profundas e douradouras.

2. Networking de Organizações Sociais – Rotários, LIONS, Kiwanis – Associações que
existem para prestar serviço humanitário e bom trabalho na comunidade em amplos
locais. Também juntam pessoas em eventos para facilitar a troca de referências e de
conhecimento. Tal qual os grupos casuais, podem ajudar a aumentar a amplitude e
diversidade da sua rede de contactos.

3. Networking de Negócios com redes fortes de contactos – BNI, BRE, BOB -
estruturados para explicitamente passar referências de negócios entre os seus membros.
Apenas permitem uma pessoa por profissão. As redes fortes de contactos são
particularmente boas para construção de relações íntimas e profundas de confiança
porque vê os seus membros semana após semana e passam referências como parte
integral da agenda de trabalhos semanal.

4. Networking de Associações Profissionais – Ordem dos Advogados, Arquitectos – Estão
estabelecidas para a troca de informações e ideias entre os profissionais da mesma área
de actividade, bem como promovem e apoiam essa mesma actividade. Estas redes de
networking incluem concorrentes directos mas também ajudam em contactos de áreas
sinérgicas.

5. Networking Social – Toastmasters, Ignite, Speednetworking – Combinam actividades
sociais com networking empresarial e podem ajudar com uma variedade de
oportunidades de aprendizagem e networking.

6. Networking Feminino – Exclusivo para mulheres – AMEP, ANE, APME – Organizações
essenciais para mulheres, apesar de estarem a desaparecer, dado que as mulheres
entram na corrente de negócio. Especialmente indicado para profissionais,
empreendedoras e pequenos negócios. Na maioria dos grupos atrás referidos, 40% dos
elementos são mulheres.

7. Networking Online – Ecademy, Facebook, Linkedin – Uma nova forma de fazer
networking. A maioria deles ajuda em oportunidades de negócio. Alguns, mais
tradicionais tal como nos grupos de networking presencial necessita de desenvolver
relações de confiança com os elementos da rede online. Formas complementares de
networking online incluem os blogs, newsletters e micro-blogs.

Fonte: Fábio Falcão

Vendas online irão gerar R$ 2,2 bilhões no Natal

Com a previsão de alta demanda na época natalina, as lojas virtuais já começam a preparar seus estoques para atender o grande número de pedidos. Por essa razão, contar com um planejamento aprimorado, além de uma logística eficaz, pode fazer a diferença para os lojistas em relação a seus concorrentes na hora de garantir a venda aos e-consumidores.

De acordo com Alexandre Umberti, diretor de marketing e produtos da e-bit, antecipar as compras em um período aquecido do mercado é mais do que necessário. “Recomendamos que os e-consumidores planejem suas compras antecipadamente. Dessa forma, não correm o risco de enfrentar uma surpresa desagradável durante a comemoração. Por outro lado, a comodidade de realizar as compras em casa ou no escritório, evitando assim filas em shoppings centers e o trânsito característico das grandes cidades, é uma vantagem diferencial para esses clientes”, explica Umberti.

Ainda de acordo com o executivo, outros fatores devem ser considerados nas vendas natalinas. “No Natal, as pessoas têm o hábito de presentear familiares e amigos, o que potencializa a decisão de compra. Além disso, a injeção do 13º salário e os bônus de final de ano estimulam as pessoas a adquirirem mais produtos.”

Tíquete médio e categorias mais vendidas

O tíquete médio do setor deve girar em torno de R$ 370,00. As categorias mais vendidas devem ser Livros, Eletrônicos, Informática e Eletrodomésticos. Para o público feminino, a e-bit estima que a maior parte das vendas sejam destinadas ao segmento de Cosméticos e Beleza.

O comércio eletrônico deve aproveitar o embalo das vendas de final de ano e fechar 2010 com R$ 15 bilhões de faturamento, um crescimento nominal 40% maior em relação a 2009, quando o canal faturou R$ 10,6 bilhões em vendas de bens de consumo pelas lojas virtuais em todo Brasil.

O potencial de crescimento do país no varejo online é tão expressivo que chega a superar o mercado norte-americano. Enquanto no Brasil as vendas pela internet têm previsão de crescimento de 40% em 2010, nos Estados Unidos as vendas devem ser de apenas 12,7%, de acordo com dados do eMarketer, empresa norte-americana de inteligência digital.

Fonte: www.adnews.com.br

Após revolucionar a busca on-line e o serviço de e-mail, o Google agora quer se destacar também no mercado da moda.

Google aposta no mercado da moda

E o Google vem ai…

Após revolucionar a busca on-line e o serviço de e-mail, o Google agora quer se destacar também no mercado da moda. A companhia anunciará sua participação no mundo fashion na próxima quarta-feira, quando mostrará ao mundo o seu mais recente investimento: o site Boutiques.com.

A atração pelo setor é óbvia. O mercado de e-commerce cresce a todo vapor e firma-se como a quarta maior indústria do mundo, movimentando mais de 500 bilhões de dólares.

A ideia do Google, no entanto, não é vender roupas e acessórios diretamente para o cliente final. O site funcionará como uma plataforma, que agregará produtos oferecidos por lojas on-line já existentes.

A atriz Sarah Jessica Parker terá uma loja personalizada dentro do serviço e convidará outros famosos para fazerem o mesmo. Entre os mais cotados estão Tom Cruise e Katie Holmes.

O modelo de negócio adotado pelo Google no site Boutiques.com não está claro ainda, mas é possível que ele siga o formato já usado na indústria: sua receita virá da publicidade e da parcela da receita acumulada com a venda de produtos.

Design e serviços atualizados

Acabo de atualizar o design do meu blog.

A intenção é tornar a leitura mais confortável, leve e coerente com as tendências da Internet.

A home do site também mudou. Agora, além das 4 últimas notícias, a última notícia postada fica com o texto na íntegra e em destaque.

Como muitos tem me pedido, vou procurar dar uma ênfase maior aos meus serviços direcionados à lojistas. Assim, aqueles lojistas que enfrentam dificuldades e precisam de um acompanhamento detalhado de um especialista em e-commerce, poderão ser atendidos por mim.

Para que entendam as atividades que incluem esta consultoria:

  • Elaborar e revisar a previsão das vendas
  • Realizar as análises críticas de vendas e garantir funcionalidade da loja virtual
  • Analisar ferramentas de monitoramento de segurança virtual e medir as vendas com acompanhamento de campanhas de marketing
  • Acompanhar estoques, giro de produto e ações da concorrência
  • Elaborar e emitir planilhas para controle direto
  • Realizar planejamento, controle de produção junto ao marketing e diretoria de vendas
  • Elaborar relatório de acompanhamento da produtividade, apurar as metas, realizar reunião semanal com o diretor de vendas e apresentar resultados à diretoria comercial, administrativa e vendas

Clique e conheça os serviços para lojas virtuais

Faturamento do e-commerce brasileiro atrai pequenas e médias empresas

Investir em comércio eletrônico traz bons resultados para as empresas. De acordo com dados da E-bit e da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, o e-commerce faturou R$ 6,7 bilhões no primeiro semestre de 2010. O valor representa um crescimento de 40% em relação ao mesmo período de 2009. As categorias de produtos mais vendidas nesses seis meses foram livros e assinaturas de revistas e jornais, eletrodomésticos, saúde, beleza e medicamentos, informática e eletrônicos. O valor médio das compras foi de R$ 379.

O crescimento dos números abriu os olhos das pequenas e médias empresas (PMEs), que viram na internet a oportunidade para aumentar o número de clientes e as vendas. No princípio, um dos medos dessas companhias era o alto custo para montar uma loja virtual, além dos gastos com equipes de gerenciamento dos sites. Mas a situação mudou. Os principais provedores de hospedagem já contam com plataformas prontas e intuitivas para montar as páginas de vendas, além da automatização de grande parte dos comandos.

“Nos últimos dois anos, tivemos uma quantidade maior de pequenas empresas na internet. Foi nesse momento que surgiu uma das grandes facilidades para o comerciante: o intermediador de meio de pagamento”, explica Gerson Rolim, diretor executivo da camara-e.net. Além disso, o surgimento de sites de leilão, como o Ebay, e a possibilidade de vender por meio de blogs facilitaram a vida de quem quer começar no mundo virtual. Segundo pesquisa realizada pela The Nielsen Company, apenas no site Mercado Livre, 54% dos vendedores, que possuem pessoal contratado para essa atividade, são pequenas e médias empresas, 38% são comerciantes que trabalham por conta própria e apenas 8% são grandes corporações.

O lucro com o uso da página também aumentou. Entre os entrevistados, 32% sinalizaram que as vendas dobraram assim que passaram a utilizar a página. “Conseguimos oferecer igualdade de condições e oportunidades para grandes e pequenos vendedores, independentemente de onde estejam localizados e de quais produtos ofereçam. Todos encontram grande potencial de venda e serviços de acordo com suas necessidades; o que importa é a competitividade em preço, produto e atenção ao consumidor”, afirma Helisson Lemos, diretor-geral do MercadoLivre.com no Brasil.

“Um dos grandes motivos para abrir um negócio on-line, em detrimento de um off-line, é o custo e a possibilidade de dar um passo depois do outro. Na internet, é possível criar um site com preços baixos e não há necessidade de alugar um espaço físico ou pagar empregados para cuidar do local”, aponta Rolim, da camara-e.net. O fato provoca preocupação para quem procura empregos no mundo real. No entanto, apenas as atividades de comércio eletrônico na plataforma Mercado Livre devem gerar cerca de 9 mil postos de trabalho nos próximos seis meses. “Existem empregos que somem de um lado, mas aparecem de outro. Por exemplo, eu não vou ter um vendedor na minha loja virtual, mas vou ter um especialista em e-marketing. Não há desemprego”, garante Rolim.

Solidez no mercado
Não basta abrir uma loja virtual e querer vender tudo de uma vez. O empresário deve procurar informações e cursos para que o negócio on-line prospere. “As três grandes dicas são: planejamento, planejamento e planejamento. O brasileiro é muito empreendedor, mas, às vezes, deixa de lado a parte do estudo prévio para o negócio que deseja começar. É importante uma análise do mercado que se quer atender”, explica Rolim.

O pequeno e o médio empresário contam ainda com uma vantagem no mercado virtual: atender os nichos de mercado. “Se ele for querer vender de tudo um pouco, vai acabar enfrentando uma briga com os grandes e será uma guerra inglória. Quando se foca em um produto, o comerciante não vai competir com as grandes empresas, pois ele tem alguns produtos de todas as categorias e não tem todos os produtos de uma mesma categoria”, destaca Rolim.

A partir do momento que a PME coloca na rede uma oferta com diversidade de cores, tamanhos e tipos, o consumidor vai perceber que se trata de um fornecedor forte na categoria e, assim, ele será reconhecido como a principal loja desse produto na internet. “Quando se faz uma abordagem completa de um nicho de mercado, o comerciante sai da guerra de preços e terá muito mais chance de dar atenção e atender bem ao e-consumidor”, esclarece.

Investimento virtual
Em uma pesquisa da Piramyd Research, patrocinada pelo Google, as pequenas e médias empresas aparecem com grande interesse em investir no comércio eletrônico e na publicidade virtual. Das 3.600 PMEs pesquisadas na América Latina, 86% já contam com algum tipo de
website e 60% estão usando métodos de e-marketing para anunciar e vender os produtos.

O forte crescimento do comércio eletrônico no País passou de motivo de comemoração das lojas virtuais brasileiras a foco de preocupações dos empresários. O modelo de negócios, extremamente dependente da logística, se esforça para driblar a falta de preparação das transportadoras para atender o aumento da demanda e pode enfrentar problemas no Natal, época em que as compras batem recordes.

Logística coloca avanço do e-commerce em risco

O forte crescimento do comércio eletrônico no País passou de motivo de comemoração das lojas virtuais brasileiras a foco de preocupações dos empresários. O modelo de negócios, extremamente dependente da logística, se esforça para driblar a falta de preparação das transportadoras para atender o aumento da demanda e pode enfrentar problemas no Natal, época em que as compras batem recordes.

A avaliação é do gerente-geral de operações e e-commerce do Magazine Luiza, Ronaldo Magalhães. “O Brasil não está preparado para atender a demanda. Nossa logística não está preparada”, afirmou ontem em congresso promovido pela Associação Nacional de Jornais, no Rio. Segundo Magalhães, a maioria das transportadoras é pequena e ainda pouco profissionalizada.

Para o professor do Ibmec-RJ Ruy Quintaes, o problema ocorre porque o setor de transporte de cargas é pouco atrativo no Brasil. “Não é incompetência nem falta de vontade de investir. Mas as transportadoras enfrentam problemas de violência e de infraestrutura.” O problema, afirma, ocorre tanto em estradas como aeroportos. “O governo tem aplicado poucos recursos nessa área, desestimulando o investimento das empresas”, diz. A falta de segurança e a infraestrutura deficiente trazem outro entrave, o alto preço dos seguros, avalia Quintaes. “No Natal, haverá um problema muito grave”, declarou. As informações são do jornal

Fonte: O Estado de S. Paulo.

Novas regras do comércio eletrônico para aumentar confiança de quem faz compras online

Quem compra na internet vai ganhar mais confiança com as diretrizes publicadas na sexta-feira pelo Ministério da Justiça, explica a secretária de Direito Econômico, Mariana Tavares. “Haverá mais informações e, com o consumidor mais confiante e se sentindo mais confortável, ele tenderá a comprar mais. O consumidor satisfeito tende a voltar e os conflitos tendem a diminuir, então assim todo mundo ganha.”

As diretrizes determinam que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) se aplica totalmente ao comércio eletrônico, diz ela. Pelas diretrizes, os compradores terão mais acesso a informações claras por parte do fornecedor, como telefone, endereços físico e eletrônico e CNPJ.

O fornecedor também deverá armazenar os dados dos internautas ao longo do processo de compra de bens ou serviços, para facilitar a compreensão. Antes da compra se concretizar, será possível confirmar, portanto, se o produto comprado é exatamente aquele desejado.

Também fica expressamente determinado que é necessária a autorização do consumidor para cobrança de garantia ou serviço adicional ao produto escolhido, como o frete. Outra medida que consta das diretrizes é a proteção contra práticas abusivas, como publicidade enganosa.

As diretrizes deixam claro, por exemplo, que o consumidor que compra pela internet – assim como aquele que adquire produtos por catálogo ou telefone – tem prazo de até sete dias para se arrepender sem necessidade de justificação e ter o dinheiro reembolsado.

O novo texto vai pautar as disputas que chegarem aos Procons e também deverá guiar as decisões das empresas ao ofertar produtos, Para Mariana, são muitos os sites brasileiros que precisam se adaptar. De acordo com dados do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), nos Procons, de 2004 a 2010 foram registradas 22 mil reclamações relativas a compras online.

“As diretrizes são um ganho tanto para consumidor, que terá mais confiança, quanto para o fornecedor, porque o SNDC declara a sua interpretação do CDC para o comércio eletrônico.” Já o vendedor ganha em segurança jurídica, com menor custo judicial em disputas, e com maior confiança do comprador.

Cada vez mais compradores virtuais

Segundo Mariana Tavares, do Ministério da Justiça, a preocupação do governo com as regras do comércio eletrônico tem razão principalmente no crescimento acelerado das vendas online e pelo acesso de cada vez mais pessoas que até há pouco tempo tinham contato restrito ou nenhum com o computador e, agora, começam a comprar na internet.

Não se trata de novas normas, mas de uma transposição da proteção que o CDC já oferece para comprar feitas pessoalmente, com certas adaptações, explica ela. “O objetivo é levar a mesma confiança do consumidor no mundo físico para o mundo virtual, com informações mais amigáveis.”

A formulação de uma cartilha, com os direitos dos consumidores online não é um programa do Ministério da Justiça, esclarece Mariana, mas uma proposta apresentada pelos Procons estaduais, que pode vir a se tornar realidade. Mas, com ou sem cartilha, as diretrizes não mudam, diz ela.

Mariana explica que as diretrizes não valem para sites claramente estrangeiros, que não estejam em português, por exemplo, mas esclarece que também o comprador de produtos em leilões virtuais deverá ter mais informações sobre o site, como endereço e telefone. E, definitivamente, as novas normas não se aplicam a comércio entre empresas, chamado B2B.

FONTE (economia.ig.com.br)