Transformações no comportamento de consumo no E-commerce

O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 14,8 bilhões em 2010. O valor superou os R$ 14,5 bilhões projetados para o período e representa um crescimento de 40% comparado a 2009, quando o e-commerce movimentou R$ 10,6 bilhões. No período, foram realizados 40 milhões de pedidos por 23 milhões de e-consumidores. É o que indica a 23ª edição do Relatório WebShoppers, realizado pela e-bit, com apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net).

O estudo é resultado de pesquisas realizadas com mais de 3.500 lojas virtuais e seu painel de e-consumidores. Entre os motivos que levaram à expansão no ano passado estão o corte do IPI da linha branca, o fato de 2010 ter sido um ano de Copa do Mundo – o que aumentou a venda de TVs e aparelhos de áudio e vídeo – e o aquecimento da economia nacional, que teve um efeito multiplicador e atingiu o comércio eletrônico, que vem ganhando espaço sobre outros canais de venda.

Entre as categorias mais vendidas, a novidade de 2010 ficou por conta dos eletrodomésticos, que ocuparam a primeira posição, com 14%. Em seguida, aparecem livros, assinaturas de revistas e jornais (12%), saúde, beleza e medicamentos (12%), informática (11%) e eletrônicos (7%). Já o ticket médio cresceu 11%, passando de R$ 335,00 para R$ 373,00.

Mulheres comprando mais

Os resultados indicam algumas transformações no comportamento de consumo no ambiente digital. “Eletrodomésticos nunca havia sido a principal categoria. Outro destaque é moda e acessórios, que não figura entre as cinco maiores, mas já é a sexta. Em 2008, esta categoria não estava nem entre as 20 principais. Já CDs e DVDs aparecia entre as primeiras até 2004 e hoje não aparece mais”, diz Alexandre Humberti (foto), Diretor de Marketing e Produtos da e-bit, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Outra mudança observada refere-se às mulheres, cada vez mais presentes no comércio eletrônico. Se em 2005 representavam 42%, agora elas são responsáveis por 49% das compras feitas no ambiente online. O ticket médio delas também cresceu, passando de R$ 240,00 há cinco anos para R$ 314,00. Mas os homens ainda são os que mais consomem, gastando, em média, R$ 425,00 a cada compra.

O perfil do consumidor da internet também está ficando mais sênior. Atualmente, 21% das mulheres têm mais de 50 anos. Em 2005, este número era de 14%. Já a classe C conta com e-shoppers mais jovens. Enquanto a média geral de idade é de 41 anos, a da baixa renda é de 37 anos. Em relação à frequência com que consomem em lojas virtuais, 31% dos consumidores da classe C disseram não ter feito compras nos últimos seis meses. Apesar disso, 6% afirmaram ter comprado mais de 10 vezes no mesmo período.

Datas sazonais responderam por R$ 4,5 bi

Mesmo com uma frequência menor de compras, o ticket médio da classe C se aproxima do das mulheres, chegando a R$ 314,00. As preferências destes consumidores são eletrodomésticos, informática e eletrônicos. “Hoje há marcas amplamente conhecidas do dia a dia do consumidor que entraram para internet e emprestam credibilidade, como Casas Bahia, Carrefour e Walmart”, explica o executivo, lembrando que alguns sites oferecem formas de pagamento mais flexíveis se comparado às lojas físicas.

Como já era esperado, em 2010, as datas sazonais também impulsionaram o bom desempenho do canal de venda. Juntas, elas representaram R$ 4,5 bilhões do total do faturamento do varejo eletrônico. Apenas o Natal ficou com R$ 2,2 bilhões, seguido por Dia das Mães (R$ 625 milhões), Dia das Crianças (R$ 615 milhões), Dia dos Namorados (R$ 600 milhões) e Dia dos Pais (R$ 520 milhões).

Uma das principais novidades do e-commerce em 2010 foram os sites de compras coletivas. Atualmente são mais de 1.200 endereços virtuais que oferecem produtos e serviços com descontos que podem chegar a 80%, caso comprados por um número mínimo de consumidores. O levantamento da e-bit, no entanto, mostrou que ainda há espaço para que o segmento cresça.

Groupon, Peixe Urbano e ClickOn mais lembrados

Mesmo com o boom observado no último ano, apenas 61% dos entrevistados disseram conhecer o conceito de compra coletiva. Destes, mais da metade (51%), no entanto, relatou não ter realizado nenhuma compra, enquanto 49% já adquiriram alguma oferta. Dos consumidores que já compraram, 82% pretendem voltar a fazê-lo nos próximos três meses. Os 58% dos entrevistados que ainda não tiveram experiência em compras coletivas também pretendem adquirir seu cupom pela primeira vez.

O relatório apontou ainda que apenas 11% dos e-consumidores disseram-se insatisfeitos com o serviço, enquanto 74% afirmaram estar no mínimo satisfeitos. Apesar do número grande de sites em funcionamento ou em fase de lançamento, as marcas mais lembradas pelos internautas são Groupon, Peixe Urbano e ClickOn. Os resultados mostram que o segmento caminha para a consolidação.

“Existem muitos sites, entre empresas que já estão operando e as que serão lançadas nos próximos meses. Como todo caso de sucesso, sempre aparecem novos players em seguida. Mesmo assim, já é um negócio concentrado em três principais”, acredita Humberti.

Faturamento em 2011 deve chegar a R$ 20 bi

Outro modelo de negócio virtual relativamente novo para os brasileiros são os clubes de compras. Os sites funcionam como outlets, oferecendo produtos com preços reduzidos. Esta modalidade, entretanto, é conhecida por apenas 54% dos consumidores. Destes, somente 1/3 comprou. Dos 68% que ainda não adquiriram produtos em outlets virtuais, no entanto, 97% afirmam querer comprar nos próximos três meses.

Entre as categorias mais vendidas estão moda e acessórios (30%), eletrônicos (18%) e acessórios de informática (12%). Em relação ao serviço prestado, 66% dizem estar satisfeitos ou muito satisfeitos, enquanto 21% acham o atendimento apenas razoável e 12% estão insatisfeitos. “Este segmento ainda é pouco conhecido pelos consumidores. Existe um grande percentual de pessoas que ainda não experimentaram. Falta divulgação maior do conceito”, ressalta o Diretor de Marketing e Produtos da e-bit.

Para 2011, as expectativas são de crescimento constante no varejo eletrônico. Somente no primeiro semestre, o faturamento deve registrar R$ 8,8 bilhões, mais do que todo o ano de 2008, quando o valor foi de R$ 8,2 bilhões. A projeção é de que, no período, quatro milhões de pessoas façam sua primeira compra virtual, o que deve contribuir para um crescimento de 30% e um faturamento de R$ 20 bilhões este ano.

Fonte: segs.com.br

Vendas online irão gerar R$ 2,2 bilhões no Natal

Com a previsão de alta demanda na época natalina, as lojas virtuais já começam a preparar seus estoques para atender o grande número de pedidos. Por essa razão, contar com um planejamento aprimorado, além de uma logística eficaz, pode fazer a diferença para os lojistas em relação a seus concorrentes na hora de garantir a venda aos e-consumidores.

De acordo com Alexandre Umberti, diretor de marketing e produtos da e-bit, antecipar as compras em um período aquecido do mercado é mais do que necessário. “Recomendamos que os e-consumidores planejem suas compras antecipadamente. Dessa forma, não correm o risco de enfrentar uma surpresa desagradável durante a comemoração. Por outro lado, a comodidade de realizar as compras em casa ou no escritório, evitando assim filas em shoppings centers e o trânsito característico das grandes cidades, é uma vantagem diferencial para esses clientes”, explica Umberti.

Ainda de acordo com o executivo, outros fatores devem ser considerados nas vendas natalinas. “No Natal, as pessoas têm o hábito de presentear familiares e amigos, o que potencializa a decisão de compra. Além disso, a injeção do 13º salário e os bônus de final de ano estimulam as pessoas a adquirirem mais produtos.”

Tíquete médio e categorias mais vendidas

O tíquete médio do setor deve girar em torno de R$ 370,00. As categorias mais vendidas devem ser Livros, Eletrônicos, Informática e Eletrodomésticos. Para o público feminino, a e-bit estima que a maior parte das vendas sejam destinadas ao segmento de Cosméticos e Beleza.

O comércio eletrônico deve aproveitar o embalo das vendas de final de ano e fechar 2010 com R$ 15 bilhões de faturamento, um crescimento nominal 40% maior em relação a 2009, quando o canal faturou R$ 10,6 bilhões em vendas de bens de consumo pelas lojas virtuais em todo Brasil.

O potencial de crescimento do país no varejo online é tão expressivo que chega a superar o mercado norte-americano. Enquanto no Brasil as vendas pela internet têm previsão de crescimento de 40% em 2010, nos Estados Unidos as vendas devem ser de apenas 12,7%, de acordo com dados do eMarketer, empresa norte-americana de inteligência digital.

Fonte: www.adnews.com.br

Após revolucionar a busca on-line e o serviço de e-mail, o Google agora quer se destacar também no mercado da moda.

Google aposta no mercado da moda

E o Google vem ai…

Após revolucionar a busca on-line e o serviço de e-mail, o Google agora quer se destacar também no mercado da moda. A companhia anunciará sua participação no mundo fashion na próxima quarta-feira, quando mostrará ao mundo o seu mais recente investimento: o site Boutiques.com.

A atração pelo setor é óbvia. O mercado de e-commerce cresce a todo vapor e firma-se como a quarta maior indústria do mundo, movimentando mais de 500 bilhões de dólares.

A ideia do Google, no entanto, não é vender roupas e acessórios diretamente para o cliente final. O site funcionará como uma plataforma, que agregará produtos oferecidos por lojas on-line já existentes.

A atriz Sarah Jessica Parker terá uma loja personalizada dentro do serviço e convidará outros famosos para fazerem o mesmo. Entre os mais cotados estão Tom Cruise e Katie Holmes.

O modelo de negócio adotado pelo Google no site Boutiques.com não está claro ainda, mas é possível que ele siga o formato já usado na indústria: sua receita virá da publicidade e da parcela da receita acumulada com a venda de produtos.

Faturamento do e-commerce brasileiro atrai pequenas e médias empresas

Investir em comércio eletrônico traz bons resultados para as empresas. De acordo com dados da E-bit e da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, o e-commerce faturou R$ 6,7 bilhões no primeiro semestre de 2010. O valor representa um crescimento de 40% em relação ao mesmo período de 2009. As categorias de produtos mais vendidas nesses seis meses foram livros e assinaturas de revistas e jornais, eletrodomésticos, saúde, beleza e medicamentos, informática e eletrônicos. O valor médio das compras foi de R$ 379.

O crescimento dos números abriu os olhos das pequenas e médias empresas (PMEs), que viram na internet a oportunidade para aumentar o número de clientes e as vendas. No princípio, um dos medos dessas companhias era o alto custo para montar uma loja virtual, além dos gastos com equipes de gerenciamento dos sites. Mas a situação mudou. Os principais provedores de hospedagem já contam com plataformas prontas e intuitivas para montar as páginas de vendas, além da automatização de grande parte dos comandos.

“Nos últimos dois anos, tivemos uma quantidade maior de pequenas empresas na internet. Foi nesse momento que surgiu uma das grandes facilidades para o comerciante: o intermediador de meio de pagamento”, explica Gerson Rolim, diretor executivo da camara-e.net. Além disso, o surgimento de sites de leilão, como o Ebay, e a possibilidade de vender por meio de blogs facilitaram a vida de quem quer começar no mundo virtual. Segundo pesquisa realizada pela The Nielsen Company, apenas no site Mercado Livre, 54% dos vendedores, que possuem pessoal contratado para essa atividade, são pequenas e médias empresas, 38% são comerciantes que trabalham por conta própria e apenas 8% são grandes corporações.

O lucro com o uso da página também aumentou. Entre os entrevistados, 32% sinalizaram que as vendas dobraram assim que passaram a utilizar a página. “Conseguimos oferecer igualdade de condições e oportunidades para grandes e pequenos vendedores, independentemente de onde estejam localizados e de quais produtos ofereçam. Todos encontram grande potencial de venda e serviços de acordo com suas necessidades; o que importa é a competitividade em preço, produto e atenção ao consumidor”, afirma Helisson Lemos, diretor-geral do MercadoLivre.com no Brasil.

“Um dos grandes motivos para abrir um negócio on-line, em detrimento de um off-line, é o custo e a possibilidade de dar um passo depois do outro. Na internet, é possível criar um site com preços baixos e não há necessidade de alugar um espaço físico ou pagar empregados para cuidar do local”, aponta Rolim, da camara-e.net. O fato provoca preocupação para quem procura empregos no mundo real. No entanto, apenas as atividades de comércio eletrônico na plataforma Mercado Livre devem gerar cerca de 9 mil postos de trabalho nos próximos seis meses. “Existem empregos que somem de um lado, mas aparecem de outro. Por exemplo, eu não vou ter um vendedor na minha loja virtual, mas vou ter um especialista em e-marketing. Não há desemprego”, garante Rolim.

Solidez no mercado
Não basta abrir uma loja virtual e querer vender tudo de uma vez. O empresário deve procurar informações e cursos para que o negócio on-line prospere. “As três grandes dicas são: planejamento, planejamento e planejamento. O brasileiro é muito empreendedor, mas, às vezes, deixa de lado a parte do estudo prévio para o negócio que deseja começar. É importante uma análise do mercado que se quer atender”, explica Rolim.

O pequeno e o médio empresário contam ainda com uma vantagem no mercado virtual: atender os nichos de mercado. “Se ele for querer vender de tudo um pouco, vai acabar enfrentando uma briga com os grandes e será uma guerra inglória. Quando se foca em um produto, o comerciante não vai competir com as grandes empresas, pois ele tem alguns produtos de todas as categorias e não tem todos os produtos de uma mesma categoria”, destaca Rolim.

A partir do momento que a PME coloca na rede uma oferta com diversidade de cores, tamanhos e tipos, o consumidor vai perceber que se trata de um fornecedor forte na categoria e, assim, ele será reconhecido como a principal loja desse produto na internet. “Quando se faz uma abordagem completa de um nicho de mercado, o comerciante sai da guerra de preços e terá muito mais chance de dar atenção e atender bem ao e-consumidor”, esclarece.

Investimento virtual
Em uma pesquisa da Piramyd Research, patrocinada pelo Google, as pequenas e médias empresas aparecem com grande interesse em investir no comércio eletrônico e na publicidade virtual. Das 3.600 PMEs pesquisadas na América Latina, 86% já contam com algum tipo de
website e 60% estão usando métodos de e-marketing para anunciar e vender os produtos.

CE vai bloquear lojas virtuais que não possuirem lojas físicas

Empresas convenceram a Comissão Europeia a bloquear sites de vendas sem loja física para que não distribuam seus produtos, alegando uma necessidade de proteger sua imagem.

Na contramão, o site de leilões eBay e grupos de consumidores afirmam que a nova regra pode prejudicar o comércio on-line no momento em que a Comissão busca promover esse mercado.

As empresas – geralmente donas de marcas de luxo – argumentam que a nova regra ajuda a evitar a ação de aproveitadores, empresas concorrentes que podem se beneficiar de sua publicidade sem custo.

“A provisão permite que a indústria do luxo proteja seus investimentos em lojas físicas”, disse o advogado de diversas das empresas, Antoine Winkler.

Já um advogado do eBay afirma que o órgão executivo da UE poderia ter feito mais para promover o comércio on-line.

“A Comissão poderia ter sido mais audaciosa e confiado mais nos consumidores de hoje e como usam diferentes meios de compras de formas complementares”, disse o advogado antitruste Stephan Kinsella.

Sem dúvida o impacto para o mercado informal e de vendedores autônomos será grande.
As grandes empresas perdem mesmo é por não ter como escoar a produção via milhares de vendedores autônomos com preços teoricamente sedutores.
Estou certo de que esta história não irá parar por ai.

Comércio eletrônico aposta na segmentação para crescer

Sempre gostei de segmentação e acho o conceito da cauda longa é fantástico para quem quer aproveitar oportunidades no comércio eletrônico, sem brigar com os grandes varejistas.

Veja o que foi publicado na DCI:

O comércio eletrônico (e-commerce) no Brasil, que faturou cerca de R$ 10 bilhões em 2009 e deve crescer cerca de 25% este ano, segue o perfil de segmentação, com marcas e clubes de compras -como Sack’s, Glamour e Privalia- em busca de espaço e de se tornarem populares, ao manter uma base fiel de clientes e vendas de alto tíquete médio. Varejistas de vestuário, como Marisol, também começam a entrar no e-commerce, o que mostra no mercado brasileiro a busca pela semelhança com outros mercados na área, como o norte-americano, onde roupas estão entre os artigos mais vendidos via internet.

Buscar nichos para trabalhar na internet é o que está fazendo o Grupo DotCom, detentor das marcas Sack’s (que comercializa perfumes e cosméticos) e Glamour (de artigos de moda de luxo), a manter acentuadíssimo crescimento: a Glamour deve crescer 100% este ano sobre o de 2009 e estuda a criação de novas marcas, ou um clube de compras (sites nos quais é preciso cadastrar-se para poder comprar e ter acesso a descontos em produtos de grife), conceito que se tem tornado mais popular no Brasil. De acordo com Alexandre Icaza, um dos diretores do grupo, a marca antiga, a Sack’s, superou metas em 2009 e tem projeção de alta de 30% este ano. Agora, a aposta é que o Glamour, que tem três anos, se torne um site agressivo, pois hoje representa 10% do faturamento total do grupo e deve fechar este ano com 15% da fatia. A empresa ampliou sua verba de marketing em 20% este ano. “Não adianta lançar um site que vende de tudo e vai brigar por margens mínimas frente a grandes players; escolhemos segmentar na Glamour também”, diz.

Segundo o diretor, muitos clientes da Sack’s se tornam compradores, e a empresa possui uma base 700 mil clientes. “As duas marcas compartilham parte dessa base e este ano devemos chegar à marca de 1 milhão de clientes.” Na marca de vestuário, o tíquete médio também é mais alto do que na Sack’s, em que o valor médio das compras está entre R$ 180 e R$ 190. “Na Sack’s a recorrência dos clientes é maior do que a do Glamour, em que o tíquete médio e as compras são maiores, mas mesmo sua recorrência também nos surpreendeu: o cliente se torna fiel, acompanha lançamentos e muitas vezes está em cidades onde não encontra as mesmas grifes em lojas”, explica.

Com o sucesso, o Grupo já estuda a criação de novos sites: “Pesquisamos o segmento de clube de compras, mas não é o caso da Glamour, que até é um pouco híbrido. O clube ainda pode ser a solução para o varejista e a marca que quer escoar mercadorias que não saem no varejo tradicional”, diz. Se o grupo se tornar uma holding, ao operar mais marcas, poderia entrar em outros países.

Território
O Privalia, clube de compras on-line criado em 2006 na Espanha, já opera em Portugal e no Brasil e está crescendo em território nacional, devendo entrar, ainda no começo deste ano, no México, além de estudar outros países da América Latina.

Segundo André Shinohara, CEO do Privalia no Brasil, o País é o mercado-alvo da companhia, onde acredita que número de usuários da internet, cerca de 60 milhões, tenha potencial de triplicar rapidamente, assim como o número de e-consumidores. Recentemente a companhia fez, no exterior, uma captação de 8 milhões de euros, grande parte dos quais pode ser investida aqui. “O Brasil tem potencial e boa oferta de marcas e de produção local. A nossa expectativa é de que em três anos esta seja a nossa maior operação; hoje é a terceira, pois estamos há apenas um ano.”

Hoje, o site possui 800 mil sócios e espera chegar a 2 milhões este ano. “Estamos crescendo mês a mês; muitos ainda não conheciam o modelo e temos agradado.” Para o executivo, o Brasil vive uma segunda onda de crescimento do e-commerce, sendo que as últimas grandes varejistas físicas já entraram no mercado – apenas Carrefour deve entrar este ano: a empresa acredita que o modelo de clube de compras é complementar e não conflita com modelos tradicionais.

Em relação à concorrência com outros clubes de compras que atuam no Brasil, como Brand’s Club e Superexclusivo, afirma ser líder de tráfego e já ter camada de sócios relevante.

Os números do setor têm estimulado redes tradicionais de vestuário -comoHering- a entrar no segmento; outra que afirmou recentemente que irá ter lojas virtuais de todas as suas marcas é a Marisol, rede que hoje tem uma loja virtual da One Store que afirma ter faturamento equivalente a uma ótima loja física, e que deve inaugurar este ano outras quatro lojas virtuais, incluindo a da Rosa Chá, por exemplo.

De acordo com informações da consultoria e-bit, que é especializada no perfil do mercado de e-commerce, segmentos como Moda e Acessórios, Esporte e Lazer e Joalheria começam a ocupar maior espaço no setor.

Fonte: DCI

Mercado livre cresce 39% entre 2008 e 2009

O MercadoLivre.com, empresa de tecnologia que oferece soluções de comércio eletrônico e líder na América Latina, registrou crescimento de 39% em número de itens comercializados na plataforma em 2009, em comparação a 2008. O site conta atualmente com mais de 42,6 milhões de usuários cadastrados.

Confira os números da empresa, divulgados hoje:
Números de 2009 X 2008

. Produtos vendidos por intermédio do MercadoLivre.com em 2009 superou a marca de 29,5 milhões de itens em 2009 x 21 milhões em 2008, crescimento de 39%.

. Os usuários comercializaram no site volume de US$ 2,75 bilhões em 2009 x US$ 2,1 bilhões em 2008, o que representa um crescimento de 32%.

. Em 2009, 12,1 milhões de usuários comercializaram na plataforma, sendo: 3 milhões de pessoas e empresas atuando como vendedores (2,4 milhões de vendedores únicos em 2008) e 9,1 milhões de compradores (6,5 milhões de compradores únicos em 2008).

. Conta com mais de 42,6 milhões de usuários cadastrados (em 31.12.2009) nos 12 países onde o MercadoLivre tem operações: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

. MercadoLivre.com é a maior plataforma de e-commerce da América Latina e está entre os 10 maiores site de e-commerce do mundo, segundo comScore Networks. É um dos 50 sites com mais Page Views do mundo. No Brasil, é o 10º site mais visitado. Do total de itens vendidos, mais de 80% são novos e 90% vendidos a preço fixo.

. Pesquisa realizada pela Nielsen mostra que mais de 40 mil famílias tem a renda total ou a maior parte dela gerada por vendas pelo MercadoLivre.com.

MercadoPago
. Quantidade de transações realizadas pelo MercadoPago em 2009: 3 milhões.

. Volume de operações realizadas em 2009: US$ 382,6 milhões.

Resultados 4º Trimestre 2009
. Receita líquida do 4.º trimestre 2009: US$ 49 milhões. Representa aumento de 46,5% em relação ao mesmo período de 2008.

. O lucro líquido do 4.º trimestre 2009: US$ 11,3 milhões. Crescimento de 42,5% em relação ao mesmo período de 2008.

. Quantidade de produtos vendidos no 4.º trimestre 2009: 8,6 milhões, contra 5,8 milhões registrados no mesmo período de 2008.

Fonte: Tribuna do norte

10 lojas virtuais mais acessadas no Brasil

Em recente pesquisa, a Serasa Experian apresentou as operações de vendas online mais acessadas pelos brasileiros, onde se nota a força da nova empresa de varejo surgida da fusão/aquisição envolvendo Pão de Açúcar, Ponto Frio e Casas Bahia, que juntas passam a ser um concorrente de peso para a operação da B2W (Americanas.com e Submarino).

O novo grupo varejista atinge 22,25% das visitas do setor, ao passo que a operação conjunta de Americanas.com e Submarino representava 41,81% do volume trafegado na primeira semana de Dezembro/09.

VISITAS ECOMMERCE – Brasil DEZ/09

VISITAS-ECOMMERCE

O risco para a B2W não vem somente da fusão dos concorrentes, mas também da constatação que a taxa de crescimento em visitas da B2W entre abril/09 para cá foi de 11,5% ao passo que as redes Casas Bahia, Extra e Ponto Frio tiveram no mesmo período um crescimento de visitas da ordem de 70,5%.

Destaque também para a Magazine Luiza, que se consolida como uma das maiores operações de ecommerce do Brasil com 8,87% das visitas do setor na primeira semana de Dezembro/09.

Cauda longa: A força das pequenas lojas no e-commerce

Quando decidi escrever sobre Cauda Longa e comércio eletrônico, o motivo para mim era muito claro: Abrir a mente dos vendedores virtuais para as possibilidades que uma loja virtual possui e a facilidade de se destacar com venda de itens exclusivos e especializados.

Agora, acabo de ver a comprovação do que li no livro “The Long Tail“, de Chris Anderson, sobre o crescimento do mercado de nicho:

Segundo o relatório Webshoppers, os resultados do 2º. trimestre de 09 revelam que os dez maiores varejistas online perderam 4,6% de marketshare (fatia de mercado) em relação ao mesmo período de 2008, mesmo tendo registrado um forte crescimento em seus resultados. E ao mesmo tempo em que os maiores perderam mercado, os pequenos (MPEs ou “Long Tail” do mercado) apresentaram um crescimento de 1,5% de marketshare.

Não é à toa. A cada dia novas lojas entram (e saem) do mercado. Algumas sem nada de novo, outras com muita coisa nova.

Uma boa parcela das vendas das grandes redes acaba se diluindo entre as pequenas.
Pelo estudo de Chris Anderson, a quantidade de itens vendidos em um grande player pode ser igual a dos pequenos juntos. O que significaria dizer a grosso modo que 50% das vendas ocorrem em grandes sites como Submarino, Casas Bahia, etc. e a outra metade no site do seu amigo + site da venda da esquina + site da loja de discos raros + site da loja de fantasias + etc etc etc.

Acredito que com a popularização que tem ocorrido no e-commerce nos últimos tempos, a chance de novas lojas surgirem e para conseguir sobreviver e se destacara, acabarão vendendo itens inusitados e se especializarão em nichos específicos de mercado.

Um exemplo de cauda longa

Era uma vez um empreendedor… queria vender online. A oportunidade era boa, mas já existia o Submarino.
Como criar uma empresa líder de mercado com o Submarino vendendo tanto e com um grupo tão forte?
Hum… lançar uma loja de materiais esportivos! BINGO!
Surge a Netshoes que hoje é uma das líderes de vendas de materiais esportivos pela internet.

Vendo o mercado de e-commerce crescer tanto, um empresário teve a brilhante idéia de abrir uma loja online. Poxa, mas já existe o Submarino!
Em um insight brilhante, o empresário percebeu que o caminho seria se especializar e então optou por materiais esportivos, mas já existia a Netshoes que era inclusive líder de mercado.

Foi então que surgiu a loja “Só Futebol Brasil”, especializada em camisas de times de futebol, vendendo para todo o Brasil.

Então, assistindo uma reportagem do Pequenas Empresas Grandes Negócios, um empresário teve a brilhante idéia de abrir uma loja virtual. Depois de passar por todas as opções anteriores, chegou à conclusão que deveria se especializar e então lançou o Liga Retrô – Um site especializado em camisas de futebol antigas (retrô)

Apesar de eu não saber a verdadeira história desses sites, possivelmente o raciocínio foi este.
Isso vai longe e se aplica em quase todas as lojas da internet.

O fato é: A cada nova loja que surge e se especializa para ganhar mercado, mais % de mercado dos grandes varejistas ela abocanha.

Fique atento e se você é um pequeno comerciante virtual, se especialize. É uma boa estratégia para crescer e se consolidar em um nicho de mercado específico.

Satisfação de consumidor de e-commerce em 2009 atinge maior aprovação

índice de satisfacaoA satisfação do consumidor de e-commerce no Brasil atingiu sua maior marca desde que começou a ser medida pelo e-bit em parceria com o Movimento Internet Segura.

Entre as pessoas que fizeram compras pela web no mês de julho, 87,02% se disseram satisfeitas com o resultado da transação. Os insatisfeitos correspondem a 4,27% do total, enquanto que os indiferentes são 8,71%.
O levantamento baseia-se em 118.778 pesquisas em mais de 1.800 lojas virtuais de todo o Brasil entre os dias 1 e 30 de julho.