O Carrefour vai sair da Idade de Pedra. A empresa anunciará até o início de 2010 sua entrada no comércio eletrônico. Entre as grandes redes varejistas em operação no país, será a última a criar um site de vendas.
Todo o sistema tecnológico e a estrutura logística, calcanhar de aquiles do comércio online, estão sendo montados com suporte da própria matriz. Os primeiros testes offline deverão ser realizados até o fim de outubro.
Além da operação comercial per si, os franceses pretendem usar o novo portal como uma alavanca para o Carrefour Soluções Financeiras, braço de crédito do grupo. A ideia é utilizar o site para a venda do cartão de private label, concessão de empréstimos e diversos outros serviços financeiros. Dentro do próprio Carrefour, há até quem se refira ao novo site como um internet banking vinculado a uma operação varejista.
A entrada do Carrefour no comércio eletrônico será uma pimentinha a mais na disputa pela liderança do setor de varejo no país. Cálculos do grupo estimam que a receita com as vendas online poderá passar dos R$ 600 milhões apenas no primeiro ano.
Esta cifra ajudará o Carrefour a reduzir a distância em relação ao Pão de Açúcar. Após a compra do Ponto Frio, a rede de Abílio Diniz abriu uma frente de quase R$ 3 bilhões em termos de faturamento anual.
A expectativa dos franceses é que o novo site permita também um salto na venda de eletroeletrônicos e móveis.
Fonte: Advillage
O Brasil ganha em 1º de outubro a loja virtual do Wal-Mart com investimentos de R$ 25 milhões.
O maior varejista do mundo na área de mercados foi definida como um marco na história da empresa no Brasil.
O anúncio oficial foi feito em teleconferência nesta quinta, dia 25 de Setembro.
Na prática, significa o começo da disputa acirrada que deve contar com a presença das Casas Bahia e Carrefour até o fim do ano.
O mega portal conta com o trabalho de cerca de 100 pessoas, abrangendo colaboradores da própria empresa e terceirizados e aumenta a atuação da marca para todo o país, já que terá onze categorias de produtos somando mais de 10 mil itens.
Mais uma vez vemos a participação de gigantes do varejo disputando uma fatia do bilionário filão que vem se tornando a Internet Brasileira.
O e-commerce, ou comércio eletrônico, tem crecido à taxas acima de 30% ao ano e ainda representam menos de 10% de todo o volume de vendas do varejo, comprovando o potencial de crescimento que o mercado possui.
Resta esperar qual será a reação dos grandes players do mercado como Lojas Americas/Submarino e outras redes como ponto frio, Magazine Luíza, Extra e companhia.
Uma coisa é certa: Essa disputa trará mais benefícios para os consumidores que terão à disposição mais opções de compra.
Vamos aguardar a novidade.